segunda-feira, 9 de julho de 2012

#cultura

Foto: Yuno Silva / Fonte: Tribuna do Norte
O carro chefe de Natal
   Cultura não é o carro chefe de Natal. Aqui, além da pouca variedade de opções, não existe, na sociedade como um todo, uma sede cultural, a busca pelas peças, shows e exposições. Comparada às outras capitais brasileiras, a potiguar deixa muito a desejar, sempre com as mesmas coisas, os mesmos bares. Mas, felizmente, esse cenário desolador está, aos poucos, mudando.
   De uns anos para cá, o surgimento de vários bares mais alternativos é expressivo, ajudando no crescimento de um cenário cultural natalense mais diversificado. Além disso, as pessoas, principalmente os mais jovens, estão criando afeição à cultura, lotando as casas de shows, criando e desenvolvendo projetos e eventos.
   E o segundo semestre de 2012 promete. Isso porque já foram anunciados dois projetos culturais de peso: O Agosto da Alegria e o Circuito Ribeira. O primeiro, bancado exclusivamente pela secretaria de cultura, começa já dia 3 de agosto. Serão 40 dias de evento em 35 pontos da capital, além de atingir outras cidades do estado, como Caicó, Mossoró e Currais Novos. O estado prometeu R$900 mil para a programação, que inclui shows, exposições, peças, seminários e manifestações folclóricas, totalizando mais de 400 apresentações.
   Já o Circuito Ribeira será mais extenso, pois começa dia 12 de agosto e termina em 2013. A proposta é fazer o segundo domingo de cada mês, um dia de efervescência cultural nas ruas da ribeira. O projeto conseguiu anexar outros festivais que já aconteciam no bairro, como o festival Dosol e Cena Aberta, ampliando e concretizando o circuito. Patrocinado pela Cosern e pela Vivo, o evento pretende fazer a primeira virada cultural de Natal, e para conseguirem tantos artistas, foi disponibilizado um edital no site.
   Uma das metas principais do Circuito cultural é desenvolver a valorização do patrimônio histórico da cidade. Trazendo palestras e seminários, como forma de ascender o sentimento de cuidado e amor ao bairro da ribeira, com seus prédios e ruas antigas. Falando em patrimônio histórico, semana passada a Secretaria de Turismo do Estado divulgou o investimento em todo corredor histórico de Natal, com objetivo de reestruturar os prédios e desenvolver o potencial turístico deles.
   Tudo isso indica bons ventos não só para os Natalenses, mas para Natal como um todo. São os investimentos públicos e privados que se relacionam para desenvolver o sentimento cultural e histórico potiguar. E, quem sabe assim, a cultura se torne o forte da cidade.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Sexta é dia de música #11


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Desuso dos orelhões



   Semana passada, depois de sair da aula de inglês, fui ligar para minha mãe me pegar no curso. Quando vi, o celular estava descarregado e não tinha ninguém conhecido para eu perguntar “Tem crédito pra residencial?”. Já passavam trinta minutos da hora estipulada e minha carona ainda não chegava. O estresse já tomava conta, junto com a vontade de ir pra casa sem avisar a ninguém, até que vi um desolado orelhão público e finalmente consegui me comunicar.
   A partir disso, comecei a pensar ha quanto tempo não utilizava os telefones públicos. Dois anos, três? Não sei, mas fazia séculos que não ligava de um orelhão. Engraçado que, antes de ganhar meu primeiro celular aos 10 anos, só ligava para a casa – a cobrar – dos telefones públicos que tinham na minha escola, eles eram tão disputados que formavam filas de tanta gente que usava. Ainda me lembro esperando a minha vez na filinha para telefonar.
   Depois da aula, era costume todo mundo se reunir em frente ao orelhão para passar trote aos números aleatórios. “Alô? Tem um carro de gelo em frente a sua casa? Não? Ah, então já deve ter derretido”, clássica! E os cartões de ligações que eram comercializados? Meu pai sempre andava com um na carteira para eventuais necessidades. Certa vez, ele me deu um do Zezé de Carmago e Luciano, que se você discasse o determinado número, poderia ouvir o mais novo sucesso da dupla sertaneja.
   Ah, tempos bons, os quais foram ofuscados atualmente pelos populares celulares. As operadoras de telefonia móvel jorram promoções, pelas quais é capaz de conversar com alguém gastando apenas centavos. E quando os créditos acabam sempre tem aquele amigo que empresta o celular. Dessa forma, o encontro com os telefones públicos só ocorrem se, descarregado o celular, não tiver mais meios – leiam-se amigos que emprestam os seus – para se comunicar. 

Alguém se lembra dos cartões telefônicos?

quinta-feira, 5 de julho de 2012

CND nas redes sociais



#saúde


   A notícia do dia foi o investimento anunciado de 36,7 milhões de reais do governo para a saúde do RN, sendo R$16,7 milhões vindos do ministério da saúde e os outros 20 milhões cobridos pelo próprio estado. Grande parte desse dinheiro é destinado à ampliação e reestruturação dos hospitais públicos, como o Walfredo Gurgel e Maria Alice, pelo qual deve ser comprado novos equipamentos e criado novos leitos, sendo 100 clínicos e 63 voltado à UTI. Além disso, devem ser gastos R$ 5 milhões para a compra de medicamentos. A própria governadora estipulou o prazo de 180 dias para todas as ações serem cumpridas. 

terça-feira, 3 de julho de 2012

#Fotos

   Amy Hildebrand é uma fotógrafa americana que consegue captar maravilhosamente os momentos. O fato mais interessante é que, por ser parcialmente cega devido ao albinismo, a artista só distingue algumas cores. Dessa forma,  ela aprendeu a trabalhar seus outros sentidos para tirar as fotografias, que são muito bonitas e de qualidade.

CLIQUE NAS FOTOS PARA AUMENTAR






   Ela tem um projeto "1000 fotos em 1000 dias" que está quase acabando. Você pode conferir o restante das bonitas fotos no blog da fotógrafa: http://www.withlittlesound.blogspot.com.br



Dica de livros: o segredo de jasper jones

Livro: O segredo de Jasper Jones
Autor: Craig Silvey
Editora: Intrínseca
N° de pág: 286

    Charlie  Bucktin vivia em uma pequena cidade da Austrália, e diferente dos outros garotos que jogavam críquete e eram populares, ele adorava ler e vivia em casa. Porém, sua vida pacata muda quando em uma noite, Jasper Jones, o menino mais barra pesada do lugar, bate em sua janela e o convida para conhecer um segredo, o qual mexe com suas concepções e seu psicológico.
   É dessa forma que o “O segredo de Jasper Jones” começa. Escrito pelo australiano Craig Silvey, o livro é um misto de drama e mistério. O autor consegue criar uma obra muito bem feita, trazendo informações à conta-gotas no decorrer da narrativa, como: detalhes sobre os pais do garoto, ajudando ao leitor a construir aos poucos suas próprias concepções dos personagens e dos acontecimentos.
   O forte da história é a construção detalhada do psicológico do protagonista, que, com posse de um segredo que não é seu, ver-se tentado a contar para alguém. As conversas entre Charlie e seu melhor amigo Jeffrey, também chama atenção pelas ideias discutidas entre eles. Porém, um ponto fraco do livro, em minha opinião, são os capítulos longos, que chegam ter até 60 páginas, e podem cansar um pouco a leitura.

"Acho que a maioria das pessoas preferiria não saber [que vão morrer]. Acho que prefeririam não precisar pensar sobre o assunto. Mas acho que optariam por saber. É... caso contrário, as pessoas seriam gordas e preguiçosas e deixariam tudo para outro século. Se alguém lhe dissesse que você morreria na semana seguinte, você provavelmente tentaria fazer o máximo possível" (pag. 114)

   Mesmo assim, O segredo de Jasper Jones foi um dos melhores livros contemporâneos que já li. Sem magia, sem ficção-científica e sem ação, apenas a história de um menino normal que descobre um segredo, e que segredo! Enfim, em minha concepção, alguns dos requisitos para um livro ser bom é ser bem escrito e apresentar um mistério, duas coisas que a obra de Craig Silvey traz.

Capas internacionais do livro





segunda-feira, 2 de julho de 2012

#vídeo


 Não tenho costume de publicar vídeos aleatórios aqui no blog, mas tanto ri com essa repórter tentando apresentar a notícia sem rir, que acabei postando pra vocês. Além disso, me identifiquei bastante com a situação, já que eu tenho crises de riso facilmente kk